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sábado, 11 de janeiro de 2020

Gestão Democrática

HORA, Dinair Leal. Gestão democrática na escola. Artes e ofício de participação coletiva, 1994.

--Democratização das relações organizativas no interior da escola (p.49)

"A gestão democrática em educação está intimamente articulada ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos, de classe, dos trabalhadores, extrapolando as batalhas internas da educação institucionalizadas, e sua apropriação da riqueza e dos benefícios que transcendem os limites da ação da escola."

"A possibilidade de uma ação administrativa na perspectiva de construção coletiva exige a participação de toda a comunidade escolar nas decisões do processo educativo, o que resultará na democratização das relações que se desenvolvem na escola, contribuindo para o aperfeiçoamento administrativo-pedagógico."

"Os que defendem a administração participativa têm como objetivos quatro pontos essenciais:
a) a extração do autoritarismo centralizador; 
b) a diminuição da divisão do trabalho que reforça as diferenças e os distanciamentos entre os segmentos sociais; 
c) a eliminação do binômio dirigentes e dirigidos; 
d) a participação efetiva dos diferentes segmentos sociais na tomada de decisões, conscientizando a todos de que são autores da história que se faz no dia-a-dia"

"Através da administração participativa, o indivíduo passa a assumir a responsabilidade de suas ações, com o poder para influir sobre o conteúdo e a organização dessas atividades."

"Compreendo que a administração participativa não ocorrerá espontaneamente. No âmbito da escola, especificamente, é necessário que seja provocada, procurada, vivida e apreendida por todos os que pertencem à comunidade escolar - diretores, técnicos, professores, alunos, funcionários, pais, comunidade em geral." 

LDB : Lei de diretrizes e bases da educação nacional. – 2. ed. – Brasília : Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas, 2018. 58 p.

Art. 14 - Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios:

I. Participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;

II. Participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.

Art. 15 - Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira, observadas as normas de direito financeiro público.

No Ensino Superior 
Art. 56. As instituições públicas de educação superior obedecerão ao princípio da gestão democrática, assegurada a existência de órgãos colegiados deliberativos, de que participarão os segmentos da comunidade institucional, local e regional. 

Parágrafo único. Em qualquer caso, os docentes ocuparão setenta por cento dos assentos em cada órgão colegiado e comissão, inclusive nos que tratarem da elaboração e modificações estatutárias e regimentais, bem como da escolha de dirigentes.

domingo, 14 de abril de 2019

Síntese das principais ideias de política educacional

      Trabalho apresentado ao Curso de Pedagogia  como requisito para nota da disciplina Política Educacional

      Para se entender as políticas educacionais, segundo Faceira (2000), é importante saber a influência do capital e do trabalho nas políticas sociais, uma vez que as políticas sociais surgem como um mecanismo, usado pelo Estado, para regular e controlar as contradições geradas pelo capitalismo na sociedade. A autora também aponta que as políticas sociais surgem com o objetivo de suprir as necessidades básicas dos indivíduos, além de manter a hegemonia do sistema capitalista. 
      Com o trabalho se tornando específico, a partir da revolução industrial, e a renovação constante das novas tecnologias, Faceira (2000) afirma que os trabalhadores necessitam se adequar às novas realidades de trabalho. Entretanto, com as desigualdades sociais e o difícil acesso à educação, as políticas sociais se fazem fundamentais, além de serem um direito. Porém, no Brasil essas políticas não foram eficazes durante a década de 90, em que possuíam caráter assistencialista, pois não mudaram a realidade de quem era atendido. 
A autora também relaciona as políticas educacionais com os valores neoliberais que cresceram na década de 70 e 80 no mundo todo. Podemos compreender o neoliberalismo como “um conjunto de regras práticas de ação, em que a ideia de construção de um Estado forte está associada à de condições necessárias à expansão do mercado e da livre economia.” (Faceira, 2000, p. 2). Ou seja, esse conjunto de regras tem como objetivo principal desenvolver o mercado. Além disso, segundo Faceira as políticas sociais são vistas como algo anti-produtivo, ineficiente e utilizando da crise como um motivo para afastar essa obrigação do Estado e aproximá-la das instituições privadas. 
    No livro Política Educacional, organizado por Shiroma (2004), as autoras Maria Célia Moraes e Olinda Evangelista aprofundam-se detalhadamente na influência do neoliberalismo nas políticas educacionais. Elas mostram de forma clara porque a Conferência Mundial de Educação para Todos (Jomtien) visava apenas à educação básica. 
Segundo  Shiroma et al (2004), no contexto neoliberal a educação deve estar voltada para o mercado. Isso quer dizer que não existe um compromisso com a mudança social. Faceira (2000) também nos lembra do caráter transformador e ideológico da educação, citando Gramsci, afirmando que a educação é um dos aparelhos hegemônicos e ideológicos do Estado (p. 4). É nessa perspectiva que as políticas educacionais são tão fundamentais para a sociedade capitalista, pois elas contribuem para a formação e qualificação da mão de obra, logo contribuem para o desenvolvimento do mercado, quando realizadas da maneira “correta”. 
      Por isso podemos justificar o interesse tão expressivo de organizações internacionais na educação, como a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina) e, sobretudo, o Banco Mundial. Leher (1999), em seu artigo “Um novo senhor da educação? A política educacional do Banco Mundial para a periferia do capitalismo”, nos mostra, a partir da fala do presidente do banco, McNamara, que a pobreza deve ser combatida, pois não favorece os negócios. Assim, fica evidente que o objetivo do Banco Mundial não é a transformação da sociedade, mas apenas desenvolver o capital humano. 
 Além disso, para a efetivação dessas políticas sociais voltadas para o mercado, os governos neoliberais utilizam também, segundo Faceira (2000), a desculpa da crise do Estado, afirmando que o Poder Público não é eficaz, propondo como solução um  distanciamento da obrigação do Estado com as políticas sociais, por meio das parcerias dos setores públicos com as empresas privadas, com escolas chamadas de cooperativas ou comunitárias. Vale ressaltar a relação preocupante desse discurso de privatização com a educação de nível superior. Shiroma et al (2004) reforçam que as propostas das entidades internacionais para o ensino superior estão diretamente ligadas com o sistema produtivo e a capacitação de recursos próprios. 
  No Brasil foi possível perceber, segundo Shiroma et al (2004), os impactos das propostas internacionais na nossa educação dos anos 90. As autoras destacam que o governo do presidente Collor foi influenciado por Margaret Thatcher, a qual adotou um governo neoliberal com privatizações,  flexibilização e o estado mínimo.  
No contexto brasileiro as autoras salientam a reforma da educação básica, que 

embora não se tenha alcançado a universalização do fundamental, considera-se desnecessário expandir a rede pública de ensino alegando que para revolver devidamente essa questão é prioritário melhorar a articulação entre o governo federal, os estados, os municípios e as ONGs. (Shiroma et al, 2004, p. 90)

     Mais uma vez podemos perceber o discurso da privatização, destituído do Estado a obrigação de cuidar da educação, deixando a cargo das instituições privadas. Ademais Leher (1999) critica essa descentralização administrativa e financeira, onde a União repassa as suas atribuições para os Estados e Municípios, ocasionando, para o autor, um empobrecimento da educação, no sentido científico e filosófico.  
    Diante dessa perspectiva é possível perceber o quanto a educação está relacionada com os interesses da sociedade capitalista, para manter a hegemonia das classes dominantes, quando o objetivo é somente qualificar o trabalhador. Faceira (2000) acentua que esse contexto contribui para a  formação de “indivíduos competitivos, individualistas, disciplinados e polivalentes” (p. 6), ou seja, o trabalhador submisso que não busca seus direitos. Além disso, a ideia de meritocracia é difundida, pois “o capitalismo atual é justo com aqueles que souberem se qualificar corretamente” (LEHER, 1999). 
    Entretanto, mesmo com as afirmações desmotivadoras colocadas, é concebível sim em um contexto neoliberal a construção de uma alternativa democrática da educação, porém, para que isso seja possível é necessário que o foco da educação pública não seja, apenas, a formação para o mercado, mas sim para a vida em todos os seus vastos conceitos (FACEIRA, 200). 

REFERÊNCIAS 

FACEIRA, Lobélia da Silva - Estado, Política Educacional e Cidadania: política educacional no contexto neoliberal. In: Revista Universidade e Sociedade, Nº22 - ANDES, Sindicato Nacional dos Docentes de Nível Superior, Brasília - DF, 2000. 

LEHER, Roberto. Um novo senhor da educação? A política educacional do Banco Mundial para a periferia do capitalismo. In: Revista Outubro, Edição 3º, pg. 19-30, Rio de Janeiro -RJ, 02/1999. 

SHIROMA, Eneide Oto (organizadora); MORAES, Maria Célia e  EVANGELISTA, Olinda. Política Educacional. 4º Edição, Rio de Janeiro: DP&A, 2004. 



quarta-feira, 6 de março de 2019

Fichamento de Leitura: Estágio em Educação Infantil

Texto 1


Título do texto: 
Territórios da infância: linguagens, tempos e relações para uma pedagogia para as crianças pequenas. Debate 3: De como ser professor sem dar aula na escola da infância.
Autor:  
Danilo Russo
Ano de Publicação: 
2009

1: Faça uma breve pesquisa sobre o autor do texto 
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2: Comente as principais ideias do texto
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3: Transcreva um trecho que você achou mais significativo 
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4: Transcreva um trecho que você não compreendeu
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5: O que você aprendeu com a leitura desse texto? 
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(Em construção)

Texto 2 

Título do texto
Culturas infantis em creches e pré-escolas: estágio e pesquisa. (prefácio)
Autor:  
Lilian Lopes Martin da Silva 
Ano de Publicação: 
2011

1: Faça uma breve pesquisa sobre o autor do texto 
"Possui graduação em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (1977), mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1981) e doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1994). Atualmente é professora colaboradora (MS -5) da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, junto ao Grupo de Pesquisa: Alfabetização, leitura, escrita e trabalho docente na formação inicial? (ALLE/AULA)". 
Fonte: https://www.escavador.com/sobre/3187298/lilian-lopes-martin-da-silva

2: Comente as principais ideias do texto
O texto fala sobe a importância do olhar atento, curioso/investigativo durante as atividades de estágio, mostrando que existe um diferença considerável entre olhar e ver. Além disso, o texto fala da importância do exercício de leitura e de escrita para a reflexão sobe o estágio, o qual é fundamental para a construção da identidade docente. 

3: Transcreva um trecho que você achou mais significativo 
"O olhar faz perguntas,procura sentidos, aproxima. O olhar pensa...é a visão feita interrogação" (Cardoso, 1998; apud Silva, 2011, p.VIII) 
"Nesse sentido, o estágio curricular e obrigatório, não é um tempo para aprendizagem ou para a preparação do que pode vir a ser. Não é um ensaio para se chegar "depois" a um lugar qualquer. Antes, um tempo em que o estudante e o cotidiano daquele lugar se enlaçam, se alteram, se misturam. Numa "observação", que é, ao mesmo tempo, inserção, ação, relação, presença". (Silva, 2011, p.VIII). 

4: Transcreva um trecho que você não compreendeu
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5: O que você aprendeu com a leitura desse texto? 
Com a leitura do texto foi possível perceber que o estágio não é somente um momento de contato com a prática, mas é também um momento de reflexão para a construção da identidade docente (a qual deve está em constante construção). Essa reflexão não pode ser feita de qualquer modo, mas deve ser realizada por meio da escrita de diários de campo, a partir do olhar atento e investigativo e partindo para uma leitura que possibilita uma cartase. 

Texto 3 


Título do texto: 
Encontros e encantamentos na educação infantil. Capítulo 1- Andando por creches e pré-escolas públicas: Construindo uma proposta de estágio. 
Autor:  
Luciana Esmeralda Ostetto
Ano de Publicação: 
2000

1: Faça uma breve pesquisa sobre o autor do texto 
"Professora da Faculdade de Educação - Universidade Federal Fluminense, atua na pós-graduação (Mestrado e Doutorado em Educação) e na graduação (curso de Pedagogia). Foi professora do Centro de Educação - Universidade Federal de Santa Catarina (1995-2012). Possui doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2006), mestrado em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (1992) e graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Santa Catarina (1985). Articula ensino, pesquisa e extensão na área de Educação, com ênfase em Educação Infantil e Formação de professores, contemplando principalmente os seguintes temas: educação infantil e prática pedagógica, arte e infância, arte e formação de professores, narrativas autobiográficas. Coordenadora do FIAR - Círculo de estudos e pesquisa formação de professores, infância e arte (Faculdade de Educação UFF).". 
Fonte:https://www.escavador.com/sobre/3089225/luciana-esmeralda-ostetto

2: Comente as principais ideias do texto
O texto trás as etapas e as reflexões de professora Ostetto, a qual ministra a disciplina de prática na educação infantil na UFSC, é abordado como a disciplina se estrutura, as etapas, os problemas e as principais implicações e principalmente a importância do estágio não só para a formação dos estudantes de pedagogia, mas também para a educação infantil em si.  

3: Transcreva um trecho que você achou mais significativo 
"As estagiarias, profissionais em formação ganham possibilidades de experimentar e construir seu papel de 'professor-pesquisador ', exercitando sua capacidade de ler a realidade, visualizar ou detectar as necessidades e, no processo coletivo de reflexão, ir arriscando propostas e alternativas de encaminhamentos. Na perspectiva de educadores em formação, pesquisando o cotidiano, desenvolvendo formas de observação do cotidiano e do grupo de crianças que dele faz parte, não aprendem apenas a 'fazer', mas a 'pensar sobre' e 'decidir como', de forma ampla contextualizada, articulada" (p.22-23).  
"Mais um vez: depende do olhar e aqui, para um bom trabalho, é imprescindível o olhar humanizado, sensível, pensante, que inclui e dialoga, compreende" (p.29). 

4: Transcreva um trecho que você não compreendeu
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5: O que você aprendeu com a leitura desse texto? 
Considero como mais importante do texto a forma como a autora coloca essa prática fundamental não apenas para os estudantes mais para a Ed. infantil no geral, mostrando o papel fundamental das universidades para a formação de um profissional pesquisador, com um olhar atento (curioso/investigativo). Ademais, Ostetto aponta como é benéfico o dialogo das estagiarias (universidade) e a instituição acompanhada, porém esses dialogo só se mostra possível por meio da construção de uma relação reciproca de confiança, pautada na humanização. 

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Política Educacional: Estudo para a Prova

Qual a importância e o papel social das políticas educacionais? 

As políticas sociais são medidas/projetos traçadas pelo Estado para diminuir as contradições desenvolvidas na sociedade pelo capitalismo, provenientes das suas crises. Assim, as políticas sociais tem como objetivo regular e controlar essas contradições, consequentemente mantendo a hegemonia do sistema vigente. Nesse contexto a educação, segundo Gramsci, pode ser vista como um aparelho ideológico do Estado, logo um dos mecanismo de controle das massas. As políticas educacionais são sim fundamentais para a promoção da ideologia capitalista. Entretanto, a sua importância não se encontra apenas na promoção de uma vertente de pensamento, mas também porque a educação é um forte mecanismo de libertação e transformação social e muitas vezes políticas educacionais que vão para além da lógica neo-liberal proporcionam um desenvolvimento social grande. Vale ressaltar que as políticas educacionais dizem muito sobre como os Governantes do momento enxergam a função da educação na sociedade, uma vez que essa visão vai está presentes nas ações implementadas. Uma administração que percebe a educação como apenas para o campo do trabalho vai investir em cursos técnicos e educação profissional.

Como as políticas Educacionais podem permitir a emancipação humana?

As políticas educacionais podem permitir a emancipação quando elas se desprendem das correntes do capitalismo, possibilitando que a população, principalmente a classe operaria tenha acesso a todo tipo de conhecimento e que esse conhecimento não seja restrito apenas para o mercado de trabalho, pois esse tipo de medida limita a participação das camadas populares na sociedade, os quais acabam por apenas ocuparem posições baixas na cadeia trabalhista. Uma escola pública unitária, que busque a formação ampla e contínua (educação para a vida toda), a qual leva em conta as múltiplas necessidades dos seres humanos e principalmente seja um espaço de cítica acerca da realidade da sociedade é o horizonte, a meta de política educacional para o desenvolvimento do ser humano na sociedade. 

Qual o objetivo de Entidades Mundiais falaram e querem ditar um modelo "ideal" de educação? 

Como abordado acima a educação é um instrumento de desenvolvimento, mas não apenas da psiquê humana, mas também econômico e social. Dessa forma, é de grande interesse de entidades mundiais ditarem como ela deve ser estruturada, buscando alterar aquilo ao favor do capital e das grandes empresas, com o objetivo de melhorar as demandas das classes dominantes. Podemos citar como uma entidade mais influenciadora desse processo o Banco Mundial. Uma organização que nasces no pós-guerra, o qual financia mais de 176 países, incluído o Brasil. Quem define as políticas do Banco Mundial são apenas 5 países (EUA, Japão, Alemanha, França e Reino Unido), países dominantes. 

Porque o Banco Mundial estaria preocupado com questões educacionais?

Um dos grandes problemas gerado pela crise estrutural do capitalismo é a pobreza, a qual pode gerar um clima desfavorável aos negócios, assim, com o disgnóstico de um bilhão de pobres (nos anos 80-90) o banco encontrou na educação uma forma de conter a pobreza, por meio de "ajuste com caridade". Usando como modelo o as conclusões da Conferência Internacional de Educação para Todos (Jomtien-1990) e elaborou suas diretrizes políticas para as décadas seguintes, com o nome de "Prioridades Estrategias para a Educação". 

REFERÊNCIAS 

FACEIRA, Lobélia da Silva - Estado, Política Educacional e Cidadania: política educacional no contexto neoliberal. In: Revista Universidade e Sociedade, Nº22 - ANDES, Sindicato Nacional dos Docentes de Nível Superior, Brasília - DF, 2000. 

LEHER, Roberto. Um novo senhor da educação? A política educacional do Banco Mundial para a periferia do capitalismo. In: Revista Outubro, Edição 3º, pg. 19-30, Rio de Janeiro -RJ, 02/1999. 

SHIROMA, Eneide Oto (organizadora); MORAES, Maria Célia e  EVANGELISTA, Olinda. Política Educacional. 4º Edição, Rio de Janeiro: DP&A, 2004.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

A diferença entre Alfabetização e Letramento


Alfabetização e letramento: conceitos e relações / organizado por Carmi Ferraz Santos e Márcia Mendonça. 1 ed., 1 reimp. – Belo Horizonte: Autêntica, 2007.

1.0 Os Conceitos
1.1 Alfabetização
    Logo no início, Albuquerque, conceitua alfabetização, a qual é vista como “o ensino das habilidades de ‘codificação’ e ‘decodificação’ ”(p.11). O ato de alfabetizar, em meados do século XIX, passou a ser uma função da escola, consequentemente foram se desenvolvendo métodos para que a alfabetização se concretizasse. A autora cita dois métodos, o sintético (silábico ou fônico) e o analítico (Global), os dois, segundo a escritora, padronizaram a forma de aprender a ler e a escrever. Essa padronização dos métodos (sintético ou analítico) fica bem clara nos livros didáticos e nas cartilhas de ABC, que foram utilizadas nas escolas brasileiras. Assim, Alfabetizar ensinar a decodificar o sistema de escrita alfabética.

1.2 Letramento 
      O termo Letramento, de acordo com Albuquerque apud Soares (1998) é “ um conjunto de práticas que denotam a capacidade de uso de diferentes tipos de material escrito” (p.16). Desse modo, podemos afirmar que letramento é a mediação para o contato dos estudantes com o mundo letrado, mundo que ele está inserido desde que nasceu, porém ainda não compreende. 

2.0 Implicações 
      Alfabetização e letramento são ações que estão relacionadas, porém, são diferentes e podem acontecer em momento distintos. O ensino tradicional de ler e escrever, com o foco inicial em apenas decodificar as letras, depois nas sílabas, em seguida nas palavras, para por fim ler, segundo a escritora, não vai garantir a formação de estudantes leitores e escritores (p.18). Isso se justifica porque o aluno sozinho não irá perceber como utilizar a escrita alfabética apenas com o auxílio da repetição das sílabas. É necessário, segundo a autora, a reflexão sobre a ação de leitura e escrita, fazendo os estudantes perceberem que essas ações estão ligadas com práticas sociais, para a formação de um estudante leitor, escritor e orador ativo. 
       Ademais, a partir do depoimento das professoras e de Graciliano Ramos, em seu livro, é possível perceber que a utilização das cartilhas, muitas vezes, não eram eficientes, pois a leitura autônoma não se concretizava, em razão do aluno apenas decodificar as sílabas. Além disso, esse processo de alfabetização chegava a ser traumatizante, uma vez que se baseava em atividade repetitivas, a professora Danielle Félix coloca em seu relato que achava uma chatice fazer as atividades em casa com sua mãe, nos evidenciando que essas atividades não tinha significado para a criança.

3.0 Conclusão 
          Nesse contexto, ainda é papel da escola, oportunizar a alfabetização e o letramento no mesmo momento, ou seja, segundo Soares (1998, p.48) apud Albuquerque (p.18), alfabetizar letrando. Com o objetivo de desenvolver a leitura e a escrita autônoma. A autora propõe 3 atividades que as professores podem realizar com as turma de alfabetização, são elas: A reflexão sobre a propriedade das palavras, a comparação das palavras e a exploração de rimas e aliteração. Essas atividade podem acontecer tanto durante a leitura de um texto como também na produção escrita, buscando sempre, para além do decodificar.
         Esse artigo é uma leitura fundamental para todos os professores em formação, visto que permite uma reflexão sobre o ato de leitura nos ambiente da escola, ação a qual deve ser para a vida e não apenas para serem utilizadas na escola. 

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Fichamento: Capítulo 7 - Organização de ambientes


BARBOSA, Maria Carmem Silveira. Por amor e por força: rotinas na educação infantil - Porto Alegre: Artmed, 2006. 

1.0 Conceitos
1.1 Ambiente
"é um espaço construído, que se define nas relações com os seres humanos por ser organizados simbolicamente pelas pessoas responsáveis pelo funcionamento e também pelos seus usuários." (p.119)

  • O ambiente é um mediador cultural, assim, contribui para a formação dos esquemas cognitivos das crianças.
1.2 Espaços
"O espaço físico é o lugar do desenvolvimento de múltiplas habilidades e sensações e, a partir da sua riqueza e diversidade, ele desafia permanentemente aqueles que o ocupam. Esse desafio constrói-se pelos símbolos e pelas linguagens que o transformam e o recriam continuamente." (p. 120)

  • Os espaços são construídos sócio-historicamente, ou seja, foi construído e ainda é construído pelos seres humanos de todas as idades.  
  • É no espaço físico concreto, segundo a autora, que as crianças pequenas, principalmente bebes, começam a experimentar as sensações. 

1.3 Relação do espaço com o ambiente

  • O espaço e o ambiente são conceitos diferentes, porém eles não devem está separados, pois em um mesmo espaço físico podem ser criados diferentes ambientes.  
  • Podemos considerar os espaços e o ambiente como o segundo educador. 
2.0 A importância
 "A importância do espaço na educação das crianças pequenas é ampliada quando se leva em consideração que a jornada diária nesses lugares é, muitas vezes, equivalente seu horário de vigília." (p.121)
"Segundo Piaget, antes de 3 anos, as crianças por ele pesquisadas não possuíam duas referências fundamentais, que são as de eixo e de distancia. A partir dos espaços vividos, elas vão estruturando as relações topológicas o espaço percebido, as relações projetivas e, finalmente, os espaços concebidos que levam às relações euclidianas." (p.121)

  • A fala de Piaget fundamenta o que foi comentado anteriormente sobre o espaço ser considerado um segundo educador, uma vez que é a partir da interação que a criança tem com o meio que ela desenvolve inúmeras funções psicológicas. 
  • A autora também ressalta que o espaço sozinho não educa e não estimula, mas o que vai desenvolver é a intencionalidade pedagógica proposta por meio de uma rotina. 
3.0 A organização do espaço 
"A organização do ambiente traduz uma maneira de compreender a infância, de entender seu desenvolvimento e o papel da educação  do educador" (p.122) 

  • Quando organizamos os espaços traduz os objetivos que queremos atingir, além de mostrar quais são valores e as aprendizagens que o educador considera com mais importantes para o desenvolvimento integral da criança
  • Foi criando um mito a respeito da organização desses espaços de educação infantil, no qual se afirma que para construção de espaços caros, complexos e bem elaborados. Entretanto, não é necessário coisas caras para estimular a imaginação da criança. 
  • A organização deve pensada em refletir também as características das comunidade que envolve a instituição. Os devem ser democráticos. 
4.0 Espaços visitados 
  • A autora discorre sobre inúmeras creches que visitou, no brasil e em diversos países da Europa. Mostrando o que percebeu na instituições privadas e publicas brasileiras e estrangeiras. 
  • Considerei interessante o que a autora trás sobre o trabalho da limpeza no exterior e no Brasil: 
"As crianças europeias aprendem desde cedo a cuidar da limpeza e do ambiente. Os serviços gerais são terceirizados, e as salas são limpas apenas uma vez por dia. Assim, as crianças organizam os pratos usados, varrem, passam um pano úmido nas mesas e limpam o chão [...] A cultura brasileira, com muitos vestígios escravocratas, faz com se tenha sempre uma adulto limpando as salas."


 5.0 conclusão 
"Deixar o espaço suficientemente pensado para estimular a curiosidade e a imaginação da criança, mas incompleto o bastante para que ela se aproprie e transforme esse espaço pela sua atuação"